segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Beije o desejo na boca...

            Beijo de amor, beijo de tesão, beijo beijinho, beijaço... como é bom beijar. Beijar a boca de alguém que se deseja acredito que seja algo sublime. Mesmo sendo algo tão bom, há muitos homens que nao gostam de beijar.
O primeiro beijo (beijaço) homossexual da dramaturgia brasileira.

Várias vezes já me perguntei o porquê disso. Existem homens que gostam de lamber pênis, mas nao beijam. Existem homens que gostam de fazer sexo oral no ânus (fazer e receber), mas nao beijam. Existem homens que gostam de ser penetrados (papel passivo sexualmente), mas não beijam...
Ou seja, se permitem fazer, no ato sexual, coisas muito mais particulares e peculiares, mas nao curtem beijar. Eu já tive situações de ir pra cama e, na hora H, o cara já querer ir direto para os finalmente. Sem beijo, sem toque, sem a famosa preliminar. Esse tipo de sexo, que os especialistas chamam de genitalizado, eu abomino. Genitalizado porque nesse caso só importam mesmo os órgãos genitais (bunda, pau e xana). Em resumo, é chegar, gozar e tchau tchau!
O beijo do casal 20 do momento.
              Certamente há homens que procuram cds/tvs pelo fato de achar que elas não necessitam de preliminares, de beijo. Que elas querem saber mesmo é de pau... risos... De fato, há muitas que se saciam só com isso mesmo. Sabemos que para várias cds o que importa é o dote do cara e nada mais. No entanto, há muitas outras cds (e eu me incluo nessa categoria) que não buscam somente o sexo genitalizado. Eu, sinceramente, acho que sexo sem beijo torna o ato extremamente mecânico e impessoal. O beijo para mim é importante porque sela uma cumplicidade que é imprescindível na interação do casal ou mesmo na conjunção sexual, mesmo que seja em um contexto de sexo casual. E é aí que mora a diferença entre os homens que tratam as cds como mulher ou como "puta". Os que tratam como mulher beijam (e beijam gostoso), os que tratam como "puta", off course que se esquivam dessa atividade.
O beijo tenso entre os cowboys-machões do filme "O segredo de Brockeback..."

Depois de muitos anos de estudo na área da sexualidade, tenho uma hipótese para explicar o motivo de alguns homens não gostar de beijar cd/tv e afins. É porque o beijo, em nossa sociedade ocidental, representa o carinho, o amor, o romance. Quando a gente imagina um casal que se ama, imediatamente vem à nossa cabeça duas pessoas se beijando ardorosamente. Na novela, nos filmes, na literatura, o amor entre os personagens é simbolizado pelo beijo que é aguardado por tod@s até o último capítulo. Por conta disso, fica no nosso imaginário que o beijo é sinônimo de amor, de sentimento nobre entre um homem e uma mulher. Por isso mesmo muitos homens jamais admitiriam sentir isso por alguém que nao fosse essencialmente mulher. Daí a recusa ou a dificuldade de beijar. Sabemos que existem homens que adoram ser passivos para cds e travestis, mas nao beijam! Grande diferença! risos... Com ou sem beijo, o ato foi consumado. Nesse caso, a presença ou ausência do beijo nenhuma diferença vai fazer ao ato sexual que aconteceu.
O beijo da transexual Ariadna
Mas essa questão não afeta só as cds não. Conversando com algumas amigas mulheres, várias já me confidenciaram que tiveram namorados ou ficantes que não gostavam ou se esquivavam do beijo. Não preciso nem dizer que essa postura é extremamente aversiva para qualquer mulher. Ter um beijo negado é mais que frustrante, é broxante. E isso dá margem a uma outra hipótese: há homens que se esquivam do carinho, por medo, por aversão. Afinal, "macho que é macho tem que ter pegada" (visão machista e totalmente fora dos padrões atuais. Pegada forte é bom, mas sem as preliminares vira cena de zoológico... risos).
Solteira só me resta beijar o sapo... risos
As pessoas que nao gostam de beijar e se satisfazem só com o impulso sexual-genital, que sejam felizes! Agora as pessoas que, feito eu, amam um beijo caloroso, gostoso e com vontade, beijem o desejo na boca, que o desejo é bom demais!
Nas fotos, as várias possibilidades de beijos e desejos.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Paty em Pira


Minhas férias estão quase pela metade e, por isso, aproveitei para visitar meus queridos amigos Wagner e João Paulo (ex-cd Pietra). Foi um final de semana delicioso. Cheguei a Pirassununga na sexta à noite e voltei no domingo. Sinceramente não sou muito fã de cidade do interior. Sou metropolitana, cosmopolita até a alma, mas passar alguns dias numa cidade calma e bem ajeitada, ainda mais acompanhada de pessoas de ótimo astral, não é nada mal.
Como de praxe, além de conversarmos e rirmos muito, fizemos uma sessão de fotos para mim, com direito a ser maquiada pelo Wagner. Foi uma farra, que até o sapo de pelúcia do João Paulo entrou no meio. Momentos de pura alegria. Meninos, obrigada pelo final de semana mais q especial. Não vejo a hora de nos encontrarmos novamente. Já estou com saudades, fofos!
As fotos foram tiradas pelo Wagner. Ele bateu muuuitas fotos, mas aqui coloco só algumas. Aproveito a oportunidade para divulgar o concurso que Wagner está organizando na cidade de Pira. Miss Gay 2011 de Pirassununga. Bem poderia ser Miss Cross, pois trata-se de em evento em que @s candidat@s se montarão de meninas, sendo que não pode se candidatar travestis. As CDs que se interessarem, entrem em contato pelo email missgaypirassununga@hotmail.com
Flyer do concurso organizado pelo Wagner
Antes que me perguntem, eu já respondo que não me candidatarei. Sou amiga dileta do organizador e acho q não tenho muito talento para ser Miss. Deixo a cargo d@s pirassununguenses mesmo. Beijinhos a tod@s!!!!

Quem sabe um dia o sapo vira príncipe, não é?

Parece q estou querendo fugir para Shangi-lá

Esquecemos de tirar o capacete da foto... risos

Foi um final de semana delicioso em Pirassununga

Que sapo atrevido!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Férias, fatos e fotos

Pois é. Fiquei alguns dias longe do meu querido e amado blog. Mas foi por uma boa causa. Estou de férias! E, ao contrário da maioria dos mortais, não costumo viajar em minhas férias, porque, durante o período em que trabalho já viajo bastante, o que é muito bom. Ter a oportunidade de mergulhar no coração do Brasil e poder unir o útil ao agradável não é nada mal para ninguém.
Então, aproveito as férias para arrumar minhas coisinhas, fazer comprinhas, namorar... bom, namorar só se eu estivesse acompanhada. Mas como continuo solteira, me divirto com meus amigos diletos ou sozinha mesmo, afinal, a felicidade está em nós, não nos outros. Assim eu aprendi nos anos em que me sentei no divã de meu estimado analista.
Arrumando minhas coisinhas, organizando meu computador, achei algumas fotos novas, novíssimas, outras nem tão novas assim. E resolvi postar algumas delas.
Sem comentários... risos
Essa barriguinha eu já perdi. Amém! risos
Garota-propaganda... risos
Minha primeira foto de ruivinha
É, ao mesmo tempo, bom e estranho nos rever em retratos. Olharmos istmos de segundos que foram captados por uma máquina. Uma gota da nossa vida retratada. E ver nosso olhar e imaginar o que se passava ali. Que sonhos, que angústias, que desejos estavam submersos por trás de nossos olhos. Escondidos, presos em nossas entranhas, mas loucos de vontade de sair, de explodir em mil cores para o universo. Não me canso de repetir como é complexo o ser humano. Talvez dentro de mim não more um anjo, mas mil anjos, todos multifacetados, na ânsia de sair e de se mostrar ao mundo.
O que eu deveria estar pensando neste momento?
Minha foto mais recente.
É claro que a vida não é só amor. A vida é família, amig@s, trabalho, saúde, cultura etc etc. Mas a vida com um amor, com um romance, ganha traços mais coloridos. O primeiro semestre para mim é sempre mais difícil. De resignação, de problemas a serem resolvidos, de reclusão. A partir do segundo semestre as coisas começam a acontecer. As flores nascem e ganham vida na primavera. Ai! Ai! Sinto que algo bom me espera. É pura intuição. “Meu coração é um pandeiro, marcando o compasso de um samba feiticeiro. Samba que mexe com a gente. Samba que zomba da gente. O amor é um samba tão diferente”.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Parada e outras paradas

Ontem foi a 15 Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Desde 2004 a maior do mundo. Infelizmente este ano não pude ir. Na verdade, só fui na edição de 2005 e de 2008. Não gosto de muvuca, de multidão. Então, nas vezes em que fui, dei uma passadinha só pra tirar fotos, filmar, e ir embora. Nunca nem cheguei a fazer o percurso da Paulista ao centro. No entanto, isso não quer dizer que eu seja um ser alienado e viva em um mundo à parte.

 Acompanho os preparativos, a escolha do tema e fico bem antenada em tudo q acontece no mês mais colorido do ano e que, por sinal, é o mês de meu aniversário.

Este mês choveu, mas, pelo que vi, a festa estava mais linda q nunca. Afinal, havia muitos motivos para comemorar e, mais ainda, para reivindicar. Espero q, um dia, consigamos viver, de fato, em um Estado laico e que haja paz e amor entre todos na América do Sul!

domingo, 19 de junho de 2011

Mais um ano, mais uma vez!

Dia de aniversário, para mim, é um misto de alegria e tristeza. Tempo de fazer um balanço e de agradecer. Aliás, me policio sempre a não só pedir ou me lamentar, mas tbm agradecer por estar viva, bem, e com saúde. Isso é primordial.
Revendo as minhas escolhas e a minha trajetória, fico feliz de saber que, apesar dos pesares, minha carreira profissional deslanchou, minhas relações com amig@s e familiares se fortaleceu e que, talvez por isso, tenho passado por um momento tranquilo e zen. É claro que me lamento por atitudes impensadas que, certamente, não faria novamente. Uma dessas atitudes tem a ver com um rapaz que conheci em 2008, pela internet, chamado Rafael. Tivemos um namoro relâmpago de um mês e que só terminou por minha culpa. Um rapaz lindo, em todos os sentidos, que, possivelmente, poderia me fazer muito feliz. Nosso primeiro encontro era para durar algumas horas, mas o que aconteceu é que ficamos quase dois dias juntos, nos amando, nos lençois da volúpia. Rafael era grandão, me erguia nos braços e me levava para a cama. Era um coelho carinhoso, mas tbm sabia ser um tigre que me possuía com suas garras afiadas. Ou seja: o homem que qualquer um@ quer para si.
Mas tem pessoas que chegam na vida da gente no momento errado. Na época em que o conheci, eu estava completamente envolvida na doença de um amigo muito querido que, prematuramente, falecera de câncer. Este fato me deixou fora dos eixos. Tirou-me todo o equilíbrio e harmonia que são vitais no mundo áspero em que vivemos hj. Resultado disso é que acabei me afastando do Rafael, sem mais, nem menos. Passei a não atender seus telefonemas, nem a responder seus emails e recados via MSN. E sei o quanto ele tentou-me contatar. Porém, eu, em transe (ou sei lá o quê), não dei nenhuma devolutiva.
Alguns meses depois, quando a morte de meu amigo já havia sido assimilada por mim, saí do transe e percebi a bobagem que havia feito. Tentei entrar em contato com ele, por telefone, e pelo MSN. Enviei e-mail explicando com detalhes o que havia acontecido comigo e pedindo perdão, mas não houve jeito. Nem sequer recebi uma resposta, pois certamente a mágoa que ele tinha de mim não permitiu uma reaproximação.
Como sei que a vida é assim mesmo, engoli a seco essa história e admiti, com resignação, que perdi. Talvez tenha perdido muito mais do que imagino. Afinal, encontrar uma pessoa de bom caráter, doce e atroz, manso e feroz... nos dias de hoje, é como acertar na megasena.
Pois bem... mais um ano, mais uma primavera... vamos amadurecendo e ficando mais críticos com tudo e, sobretudo, conosco mesmo! Chega uma hora que a gente não aguenta mais falsas promessas e ilusões perdidas em paraísos artificiais. E é por isso que meu rápido, porém intenso caso com Rafael está devidamente guardado em meu arquivo emocional.
No entanto, embora este episódio tenha vindo à tona, não quero passar meu aniversário me lamentando não! Até porque tenho mais motivos para celebrar, para agradecer a vida maravilhosa que tenho, sempre cercada de amig@s querid@s e de meus pais que são mais que especiais. Agradecer por tudo, pela vida, pela saúde, pelas viagens lindas que pude e posso fazer, pelas descobertas que me fazem acreditar que, sim, a vida continua bela.
Na imagem, uma foto minha recente, tirada por mim mesma no celular. “Hoje é o meu carnaval. Meu enredo é um lindo sorriso. Abra os braços e vem me encontrar no salão e sonhar também!”

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Aos meus queridos amigos!

                O ano era 2007. Dezembro de 2007. Comecei a “namorar” um rapaz de Pirassununga. Coloquei entre aspas a palavra namorar porque foi um relacionamento tão atabalhoado, tão equivocado que, apesar dos 12 meses em que ficamos juntos, não consigo ver essa parceria como um namoro. Mas deixa isso pra lá! O que importa é que esse “namoro” deixou um legado. E o legado se chama Wagner. Conheci Wagner por intermédio desse “namorado” de Pirassununga. Eles eram amigos. Por tabela, fiquei amigo de Wagner tbm. O “namoro” terminou, mas minha amizade com Wagner continuou e criou raízes.
                Como Wagner queria morar em São Paulo, capital, acabou se mudando para casa e dividimos apartamento durante alguns meses. Me lembro, como se fosse hj, quando ele descobriu que era cd. Eu havia me encontrado com um ficante, na minha casa. E nesse dia, coloquei um salto daqueles que possuem umas tiras que se amarram nas pernas. Um salto daqueles bem sensuais. No entanto, por conta das tiras, fiquei com minha perna toda marcada, de modo que, quando Wagner chegou, viu as marcas das tiras do salto e não tive como mentir... risos... Bons tempos aqueles!
                Poucos meses depois disso, Wagner saiu de casa e foi morar com João Paulo (cd Pietra), uma vez que eram namorados. Foi assim que acabei conhecendo o João Paulo (e a Pietra). Fiquei muito amiga tbm de JP. Inclusive foi ele quem deu uma repaginada em meu look, me ensinando todas as técnicas de maquiagem e modelitos. Fomos a baladas juntos, rimos, nos divertimos juntos. Acompanhei o momento de crise do relacionamento deles, da separação e tbm da reconciliação.
                Infelizmente estamos distantes agora. Wagner e João Paulo se mudaram para Pirassununga. Voltaram às suas raízes para (re)construir sua história de amor. Um amor que é mais forte que as diferenças, mais forte que as dificuldades que todos os dias temos que ultrapassar. Tenho o relacionamento deles como referência e como esperança. Ou seja, se eles podem, eu tbm posso. Um dia meu dia chega!
Mas enquanto não chega, vou ser a “madrinha” do casamento deles. Sim, a união civil homoafetiva foi reconhecida, finalmente! Agora sei porque a Pietra se aposentou... risos... apesar de Wagner, de vez em quando, se transformar lindamente em Alejandra, ele nunca gostou muito desse lance de se montar, mesmo respeitando o estilo de vida do JP.
Espero dar um abraço pessoalmente em vcs em breve. Mas enquanto isso não acontece. Registro aqui meus sinceros votos de felicidade, paz e harmonia para vcs. Eu sempre disse que vcs foram feitos um para o outro.
Antes que alguém faça algum questionamento, digo, de antemão, que eu pedi autorização aos dois para contar essa história e para citar o nome deles. A foto que coloquei dos 2 foi o próprio Wagner que escolheu, especialmente para ser postado no meu blog. JP está de boné e Wagner é o loiro.

Queridos amigos, obrigada pela amizade, pelas risadas, pela alegria, pelo acolhimento. Eu os amo!
P.S. Tive que viajar a trabalho para um lugar inóspito, por isso fiquei um tempo sem atualizar o blog, mas agora estou de volta, com o pique todo... risos.... beijinhos a tod@s que acompanham meus posts!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Desejo!

O grão do desejo quando cresce
É arvoredo, floresce
Não tem serra que derrube
Não tem guerra que desmate
Ele pesa sobre a terra
Mais que a lei da gravidade
(Paulinho da Viola)


                Desejo. Quando vem, vem com força. E quando esse desejo é de cunho sexual, a força é de tsunami, que vai engolindo tudo que vem pela frente. A psicologia comportamental assegura que sexo é uma necessidade (ou desejo) primário, como a alimentação. Ou seja, fazemos tudo para saciar nosso desejo sexual, da mesma forma que fazemos tudo para saciar a nossa fome.
                Deve ser difícil a situação em que a pessoa, por algum motivo, não quer ou não pode saciar esse desejo. Nesses meus anos de experiência crossdresser, já conversei com algumas amigas que não lidavam bem com a prática crossdressing. Quando o desejo era saciado, sentiam-se mal, culpadas, prometiam nunca mais se “montar”, mas normalmente essa promessa não durava mais que uma semana. Atualmente minha única amiga cd me disse, com veemência, que não se montaria mais. Não sei exatamente qual foi o motivo que a levou a tomar essa decisão. Talvez alguma situação vexatória, o sentimento de culpa arraigado pela religião, ou talvez o (ex-)namorado não queira que ela se monte mais... enfim... O que vai definir isso é o grau de desejo e a identidade que ela tem. Há pessoas que simplesmente não conseguem ficar sem se montar, justamente porque isso faz parte de sua personalidade, de suas características, da forma de se apresentar e de significar o mundo. No entanto, há muitas outras que são cds só por conveniência, de acordo com as necessidades sexuais. Ou seja, se montam para procurar “machos”. Há muitos t-lovers que comentam que existem muitos homens que apenas colocam uma calcinha e se intitulam cds. Não vou aqui dizer quem é ou não é cd, mas quero constatar que o desejo de se vestir de mulher vai além da necessidade de se montar pra atrair homens (ou mulheres, no caso das cds heterossexuais).
                Aliás, já que estamos falando de desejo, é importante enfatizar que nem todas as cds são homossexuais. O leque de cheiros e sabores é bem variado. Sem querer cair em rotulações vazias, vou tentar resumir aqui, vamos lá:
  1. Cds que gostam de homens. Nesse caso, a relação, digamos, equivale a um casal heterossexual. Eu disse equivale! Já que a cd faz o papel feminino e o homem (um tlover), o papel masculino.  Porém, isso não quer dizer que o homem faça sempre o papel de ativo. Há muitas variações nisso. Há cds somente passivas, somente ativas e reflexivas (A e P), da mesma forma que existem homens que também são só ativos, ou só passivos, ou reflexivos. É a diversidade dentro da diversidade!
  2. Cds que gostam de cds e travestis. Há muitas cds q apenas se relacionam com outras cds ou travestis. São as denominadas cds lésbicas... risos...
  3. Cds que gostam de mulheres. São as cds heterossexuais. Algumas se montam na total clandestinidade, com medo de serem descobertas pela esposa, noiva ou namorada. E há também aquelas que têm a conivência da companheira e vivem muito bem com isso. As mulheres que gostam e apoiam as cds são chamadas de supportive opposite.
Isso é um resumo do resumo, porque a partir dessas 3 possibilidades, outras formas de relacionamento são críveis de acontecer. Há cds bissexuais. Há cds que curtem tudo: homem, mulher, cd, travesti etc. Enfim, o universo é super amplo e muito complexo (ainda bem!). Antes de vc, car@ leitor@, se perguntar em que “categoria” eu me incluo... caso vc tenha lido meus posts anteriores não é difícil de saber que sou uma cd que gosta, que sente desejo, por homens. Somente por homens! De cd, já basta eu! (kkkk).  
Na verdade, o que vale é viver a sexualidade com responsabilidade e alegria. Se o objeto de seu desejo é uma pessoa (independente do sexo) adulta e viva, então, darling, “beije o desejo na boca, que o desejo é bom demais!”
Na foto, eu, na altura dos meus 1,68m (num vestidinho dourado) e minha amiga (ex-) cd Pietra. Essa foto foi tirada ano passado, em uma balada de Sampa.