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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Férias, fatos e fotos

Pois é. Fiquei alguns dias longe do meu querido e amado blog. Mas foi por uma boa causa. Estou de férias! E, ao contrário da maioria dos mortais, não costumo viajar em minhas férias, porque, durante o período em que trabalho já viajo bastante, o que é muito bom. Ter a oportunidade de mergulhar no coração do Brasil e poder unir o útil ao agradável não é nada mal para ninguém.
Então, aproveito as férias para arrumar minhas coisinhas, fazer comprinhas, namorar... bom, namorar só se eu estivesse acompanhada. Mas como continuo solteira, me divirto com meus amigos diletos ou sozinha mesmo, afinal, a felicidade está em nós, não nos outros. Assim eu aprendi nos anos em que me sentei no divã de meu estimado analista.
Arrumando minhas coisinhas, organizando meu computador, achei algumas fotos novas, novíssimas, outras nem tão novas assim. E resolvi postar algumas delas.
Sem comentários... risos
Essa barriguinha eu já perdi. Amém! risos
Garota-propaganda... risos
Minha primeira foto de ruivinha
É, ao mesmo tempo, bom e estranho nos rever em retratos. Olharmos istmos de segundos que foram captados por uma máquina. Uma gota da nossa vida retratada. E ver nosso olhar e imaginar o que se passava ali. Que sonhos, que angústias, que desejos estavam submersos por trás de nossos olhos. Escondidos, presos em nossas entranhas, mas loucos de vontade de sair, de explodir em mil cores para o universo. Não me canso de repetir como é complexo o ser humano. Talvez dentro de mim não more um anjo, mas mil anjos, todos multifacetados, na ânsia de sair e de se mostrar ao mundo.
O que eu deveria estar pensando neste momento?
Minha foto mais recente.
É claro que a vida não é só amor. A vida é família, amig@s, trabalho, saúde, cultura etc etc. Mas a vida com um amor, com um romance, ganha traços mais coloridos. O primeiro semestre para mim é sempre mais difícil. De resignação, de problemas a serem resolvidos, de reclusão. A partir do segundo semestre as coisas começam a acontecer. As flores nascem e ganham vida na primavera. Ai! Ai! Sinto que algo bom me espera. É pura intuição. “Meu coração é um pandeiro, marcando o compasso de um samba feiticeiro. Samba que mexe com a gente. Samba que zomba da gente. O amor é um samba tão diferente”.

domingo, 19 de junho de 2011

Mais um ano, mais uma vez!

Dia de aniversário, para mim, é um misto de alegria e tristeza. Tempo de fazer um balanço e de agradecer. Aliás, me policio sempre a não só pedir ou me lamentar, mas tbm agradecer por estar viva, bem, e com saúde. Isso é primordial.
Revendo as minhas escolhas e a minha trajetória, fico feliz de saber que, apesar dos pesares, minha carreira profissional deslanchou, minhas relações com amig@s e familiares se fortaleceu e que, talvez por isso, tenho passado por um momento tranquilo e zen. É claro que me lamento por atitudes impensadas que, certamente, não faria novamente. Uma dessas atitudes tem a ver com um rapaz que conheci em 2008, pela internet, chamado Rafael. Tivemos um namoro relâmpago de um mês e que só terminou por minha culpa. Um rapaz lindo, em todos os sentidos, que, possivelmente, poderia me fazer muito feliz. Nosso primeiro encontro era para durar algumas horas, mas o que aconteceu é que ficamos quase dois dias juntos, nos amando, nos lençois da volúpia. Rafael era grandão, me erguia nos braços e me levava para a cama. Era um coelho carinhoso, mas tbm sabia ser um tigre que me possuía com suas garras afiadas. Ou seja: o homem que qualquer um@ quer para si.
Mas tem pessoas que chegam na vida da gente no momento errado. Na época em que o conheci, eu estava completamente envolvida na doença de um amigo muito querido que, prematuramente, falecera de câncer. Este fato me deixou fora dos eixos. Tirou-me todo o equilíbrio e harmonia que são vitais no mundo áspero em que vivemos hj. Resultado disso é que acabei me afastando do Rafael, sem mais, nem menos. Passei a não atender seus telefonemas, nem a responder seus emails e recados via MSN. E sei o quanto ele tentou-me contatar. Porém, eu, em transe (ou sei lá o quê), não dei nenhuma devolutiva.
Alguns meses depois, quando a morte de meu amigo já havia sido assimilada por mim, saí do transe e percebi a bobagem que havia feito. Tentei entrar em contato com ele, por telefone, e pelo MSN. Enviei e-mail explicando com detalhes o que havia acontecido comigo e pedindo perdão, mas não houve jeito. Nem sequer recebi uma resposta, pois certamente a mágoa que ele tinha de mim não permitiu uma reaproximação.
Como sei que a vida é assim mesmo, engoli a seco essa história e admiti, com resignação, que perdi. Talvez tenha perdido muito mais do que imagino. Afinal, encontrar uma pessoa de bom caráter, doce e atroz, manso e feroz... nos dias de hoje, é como acertar na megasena.
Pois bem... mais um ano, mais uma primavera... vamos amadurecendo e ficando mais críticos com tudo e, sobretudo, conosco mesmo! Chega uma hora que a gente não aguenta mais falsas promessas e ilusões perdidas em paraísos artificiais. E é por isso que meu rápido, porém intenso caso com Rafael está devidamente guardado em meu arquivo emocional.
No entanto, embora este episódio tenha vindo à tona, não quero passar meu aniversário me lamentando não! Até porque tenho mais motivos para celebrar, para agradecer a vida maravilhosa que tenho, sempre cercada de amig@s querid@s e de meus pais que são mais que especiais. Agradecer por tudo, pela vida, pela saúde, pelas viagens lindas que pude e posso fazer, pelas descobertas que me fazem acreditar que, sim, a vida continua bela.
Na imagem, uma foto minha recente, tirada por mim mesma no celular. “Hoje é o meu carnaval. Meu enredo é um lindo sorriso. Abra os braços e vem me encontrar no salão e sonhar também!”

terça-feira, 17 de maio de 2011

Desejo!

O grão do desejo quando cresce
É arvoredo, floresce
Não tem serra que derrube
Não tem guerra que desmate
Ele pesa sobre a terra
Mais que a lei da gravidade
(Paulinho da Viola)


                Desejo. Quando vem, vem com força. E quando esse desejo é de cunho sexual, a força é de tsunami, que vai engolindo tudo que vem pela frente. A psicologia comportamental assegura que sexo é uma necessidade (ou desejo) primário, como a alimentação. Ou seja, fazemos tudo para saciar nosso desejo sexual, da mesma forma que fazemos tudo para saciar a nossa fome.
                Deve ser difícil a situação em que a pessoa, por algum motivo, não quer ou não pode saciar esse desejo. Nesses meus anos de experiência crossdresser, já conversei com algumas amigas que não lidavam bem com a prática crossdressing. Quando o desejo era saciado, sentiam-se mal, culpadas, prometiam nunca mais se “montar”, mas normalmente essa promessa não durava mais que uma semana. Atualmente minha única amiga cd me disse, com veemência, que não se montaria mais. Não sei exatamente qual foi o motivo que a levou a tomar essa decisão. Talvez alguma situação vexatória, o sentimento de culpa arraigado pela religião, ou talvez o (ex-)namorado não queira que ela se monte mais... enfim... O que vai definir isso é o grau de desejo e a identidade que ela tem. Há pessoas que simplesmente não conseguem ficar sem se montar, justamente porque isso faz parte de sua personalidade, de suas características, da forma de se apresentar e de significar o mundo. No entanto, há muitas outras que são cds só por conveniência, de acordo com as necessidades sexuais. Ou seja, se montam para procurar “machos”. Há muitos t-lovers que comentam que existem muitos homens que apenas colocam uma calcinha e se intitulam cds. Não vou aqui dizer quem é ou não é cd, mas quero constatar que o desejo de se vestir de mulher vai além da necessidade de se montar pra atrair homens (ou mulheres, no caso das cds heterossexuais).
                Aliás, já que estamos falando de desejo, é importante enfatizar que nem todas as cds são homossexuais. O leque de cheiros e sabores é bem variado. Sem querer cair em rotulações vazias, vou tentar resumir aqui, vamos lá:
  1. Cds que gostam de homens. Nesse caso, a relação, digamos, equivale a um casal heterossexual. Eu disse equivale! Já que a cd faz o papel feminino e o homem (um tlover), o papel masculino.  Porém, isso não quer dizer que o homem faça sempre o papel de ativo. Há muitas variações nisso. Há cds somente passivas, somente ativas e reflexivas (A e P), da mesma forma que existem homens que também são só ativos, ou só passivos, ou reflexivos. É a diversidade dentro da diversidade!
  2. Cds que gostam de cds e travestis. Há muitas cds q apenas se relacionam com outras cds ou travestis. São as denominadas cds lésbicas... risos...
  3. Cds que gostam de mulheres. São as cds heterossexuais. Algumas se montam na total clandestinidade, com medo de serem descobertas pela esposa, noiva ou namorada. E há também aquelas que têm a conivência da companheira e vivem muito bem com isso. As mulheres que gostam e apoiam as cds são chamadas de supportive opposite.
Isso é um resumo do resumo, porque a partir dessas 3 possibilidades, outras formas de relacionamento são críveis de acontecer. Há cds bissexuais. Há cds que curtem tudo: homem, mulher, cd, travesti etc. Enfim, o universo é super amplo e muito complexo (ainda bem!). Antes de vc, car@ leitor@, se perguntar em que “categoria” eu me incluo... caso vc tenha lido meus posts anteriores não é difícil de saber que sou uma cd que gosta, que sente desejo, por homens. Somente por homens! De cd, já basta eu! (kkkk).  
Na verdade, o que vale é viver a sexualidade com responsabilidade e alegria. Se o objeto de seu desejo é uma pessoa (independente do sexo) adulta e viva, então, darling, “beije o desejo na boca, que o desejo é bom demais!”
Na foto, eu, na altura dos meus 1,68m (num vestidinho dourado) e minha amiga (ex-) cd Pietra. Essa foto foi tirada ano passado, em uma balada de Sampa.

domingo, 8 de maio de 2011

CROSSDRESSER E A INTERNET

É sabido que relatos de crossdressing perpassam todos os períodos da história mundial. Da nobreza à plebe, há casos de homens e mulheres que, por variados motivos, travestiam-se. Entretanto, essa prática era, normalmente, escondida às sete chaves o que, ao mesmo tempo em que conferia a ela discrição, também tornava-a clandestina e pouco visível. Na década de 1980, nos EUA, um grupo de homens heterossexuais escancarou esse desejo ao mundo, denominando-os de crossdresser. Mesmo depois do surgimento oficial do termo, as cds permaneceram escondidas e anônimas. Afinal, uma das características do crossdressing é justamente a possibilidade de se travestir em locais mais discretos e brincar com os gêneros masculinos e femininos. De dia, Maria. De noite, João. Algo assim, mas não tão simples e quadrado.
                Com a difusão da internet na sociedade, práticas, desejos, fantasias antes adormecidas ou escondidas em porões quase inacessíveis vieram à tona, com a possibilidade da socialização e com a garantia (ou opção) do anonimato. De fato, a internet está revolucionando as formas de socialização e também está dando novos e diferentes contornos às questões do domínio da sexualidade. Tomando o crossdressing como exemplo, é fácil perceber a importância da internet na circulação de informações e auxílio na prática dos desejos. Vamos ao exemplo: uma cd que só se monta em casa, na proteção das 4 paredes, quer encontrar outras cds ou algum “ficante”. Sem internet, o que ela iria fazer? Frequentar uma balada, vestido de menino, conhecer um rapaz, conversar e, antes do primeiro beijo, dizer que gosta de se vestir de mulher e que, naquele momento, está usando uma calcinha por baixo da calça???? (kkkkk). Até poderia dar certo, mas, convenhamos, que a busca seria bem trabalhosa. Afinal, não está escrito na testa das pessoas que fulano é cd ou que sicrano gosta de estar com cds. Nesse sentido, salas de bate papo, redes sociais tornam a busca mais objetiva e, nesse sentido, até mais segura.
Colocando-me como exemplo, dos namorados e ficantes que tive, foram poucos os que eu não conheci pela internet. Na verdade, namorados todos eu os conheci pela net e foi eterno enquanto durou, como bem dizia Vinícius de Moraes. Sem dúvida que a internet não só facilitou a busca por parceir@s, namorad@s e afins, mas também propiciou o diálogo entre pessoas com a mesma condição. Possibilitou a troca de informações, de experiências e, sem dúvida, coopera para a formação de uma identidade coletiva em constante mutação. Hoje em dia existem clubes, associações de crossdresseres. Há blogs, flogs, comunidades no Orkut para discutir, repensar, ressignificar, informar sobre isso.
E isso está surtindo efeito. Nas salas de bate papo, por exemplo, normalmente há mais pessoas não-cds procurando e querendo informações sobre as cds. Isso é bom! Visibilidade promove a informação e a reflexão. Isso existe? Como? Quando? Quem? Por quê? Sim, a internet tem propiciado diálogos e tirado o crossdressing da sala escura da sexualidade e tornando-o viável, tanto para as cds como também para seus/suas admirador@s. A diversidade e a democracia agradecem!
Na foto, a dualidade masculino/feminino presente na identidade cross. Fonte da imagem: http://catracalivre.folha.uol.com.br/2011/03/crossdressing-%E2%80%93-homem-mulher-ou-outro-genero-qualquer/

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Amor! Amor... Amor. Amor?!

         No mês em que completa 4 anos que terminei um relacionamento de 2 anos com o que considero o grande amor de minha vida, no mês em que aconteceu o casamento do século na corte inglesa e na semana em que o STF reconheceu a parceria homossexual como uma célula familiar, gostaria de falar um pouco sobre um assunto eterno, porém fora de moda nos tempos atuais: amor!
            Ai, o amor! Antigamente todos buscavam, lutavam pra encontrar a alma gêmea. Hoje em dia, quando vc fala que está à procura de namoro, de relacionamento sério, é olhada como peça de museu, como uma figura completamente retrô. Uma pessoa mergulhada em um mundo em que o que vale é a quantidade. O lema é “lavô tá novo!”.
        No universo crossdresser/transexual, esse pensamento é quase uma unanimidade, porque muitas pessoas vêem a transexualidade como um mero fetiche sexual. E as próprias cross e tvs tbm se vêem assim. Não é difícil de achar blogs, flogs e congêneres de cds expondo suas vidas sexuais, como que disputando umas com as outras quem é que fica com mais machos. Já vi blogs com mais de 150 fotos e vídeos. Detalhe: cada foto, cada vídeo com um parceiro sexual diferente. É a pós-modernidade! O contato dura até o final do clímax sexual. Gozou, limpou-se, beijinho e adeus!
             Longe de mim querer ser pudica, puritana. Sexo é bom e todo mundo gosta! Mas temos que respeitar as diferenças e escolhas de cada um. Não podemos colocar tod@s no mesmo balaio. Digo isto porque algumas vezes já fui agredida virtualmente por homens que não se conformavam pelo fato de eu não querer a famosa “real”. De eu não ser adepta do sexo casual. Daquele sistema de sair com um hoje, com outro amanhã, e mais outro, e mais outro, sucessivamente.
          De fato, especialmente nas grandes metrópoles, como Rio e São Paulo, a busca por cds é muito grande. Diria até que a procura é maior que a demanda. E isso, em tempos modernos, é muito sedutor, já que a tônica de hoje é a diversificação. Mas, por outro lado, penso que há muitas pessoas que fogem a essa lógica maluca (e até arriscada) de colecionar parceiros sexuais casuais.  É um caminho mais demorado, a longo prazo. Amor é um sentimento que vem com o tempo, como a construção de uma casa, tijolo por tijolo. E é essa a dificuldade de muita gente: esperar esse tempo. No mundo imediatista no qual vivemos, em que tudo é pra ontem, pensar na possibilidade de conhecer, se afeiçoar, gostar, se apaixonar, amar, para muitas pessoas é totalmente descabida.
             Pois é... como diz Lulu Santos, talvez eu seja a última romântica dos litorais desse Oceano Atlântico! Mas, no fundo, no fundo, quem é que não gostaria de encontrar um grande amor???? A maioria não admite, mas isso está no imaginário sentimental de tod@s!!! Quem já encontrou o seu/sua amor, erguei as mãos e dai glória a Deus! Quem não encontrou ainda - feito eu – “não se afobe não que nada é pra já, o amor não tem pressa, ele pode esperar em silêncio!”
Na foto, os caminhos da mão e do coração. Que meigo!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Cartunista Laerte e o mundo crossdresser

Certamente quem é antenad@ e acompanha as notícias do dia-a-dia soube da “saída do armário” do cartunista Laerte.  Ele, que é um profissional super conceituado, assumiu sua condição (se é que se pode falar assim) de crossdresser recentemente. Por se tratar de figura renomada, seu ato rendeu páginas e páginas de matérias, reportagens etc e tal. Muita gente o apoiou, muita gente o rechaçou.
Mas o que é interessante analisar é o fato de um homem público assumir essa condição abertamente, posar para fotos devidamente “montada”, como se ele estivesse escancarando para a sociedade seu estilo de vida. Tirando a prática crossdressing do domínio da clandestinidade e tornando-a visível, doa a quem doer. Aplaudo de pé a coragem e a determinação de Laerte. No mundo machista e homofóbico (sim, homofóbico!) em que vivemos, não deve ter sido fácil ele assumir essa condição para a sua família, amigos, enfim, a todos. Mas são justamente essas pessoas corajosas que abrem caminho para um mundo sem preconceitos e de mais respeito. Certamente, o fato de Laerte assumir ser cd, possibilitou que muita gente, de alguma forma, entrasse em contato com esse universo e tomasse conhecimento de que as fronteiras que separam ser homem de ser mulher são muito mais tênues e obtusas do que imagina nossa vã filosofia. Um homem heterossexual, casado, que tinha filho e tudo (seu filho foi morto ano passado, na cidade de Osasco, lembram?), já com seus quase 60 anos de vida, passa a usar roupas femininas. Corte de cabelo, meia calça, vestidos, sandálias. E não somente no refúgio do lar, mas em todas as suas práticas sociais!
É o ápice de uma vida que não deve nada a ninguém, que faz o que sente bem e que busca uma existência de sentidos para si mesmo. Em uma de suas declarações ele disse que não é homem, nem mulher. Então muitos perguntam: “ele é o que, afinal?”. E eu respondo (risos): a quem isso interessa? A sociedade nos obriga a fazer escolhas, a nos encaixotar, a nos rotular. Ou isso, ou aquilo. Ou verde ou amarelo. Ou palmeiras ou Corinthians. Ou branco ou negro. Ou hetero ou homo. Ou... ou... Sendo que na verdade somos muito mais complexos do que essas binaridades, do que esses caixotes que a sociedade tenta constantemente nos enclausurar. Somos tudo e mais um pouco. Parabéns, Laerte! Vc é uma PESSOA de atitude. Quisera eu ter a sua coragem. Estrelas como vc brilham na eternidade! Na foto, o cartunista Laerte após assumir ser crossdresser. Fonte da imagem: www.folha.com.br